segunda-feira, 12 de abril de 2021

Monitoramento e controle do mexilhão dourado L. fortunei

As espécies exóticas invasoras são consideradas aquelas que tem origem fora do seu ecossistema natural, ou seja provém de outros lugares e se instalam e áreas onde elas não ocorrem naturalmente. Devido a isso essas espécies podem ter melhor acomodação devido a ausência de competição ou predadores, podendo assim a proliferar sem controle prejudicando o equilíbrio do ecossistema e as demais espécies nativas.

Além disso, invasão de espécies exóticas tem consequências sérias no representando riscos a saúde, economia e conservação da vida.

O mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) é um molusco bivalve, aquático, nativo do sul da Ásia, ele foi introduzido no Brasil através do deslastramento de navios mercantes, atualmente é considerada uma praga nas bacias do Paraná, Paraguai, Uruguai e Bacia Jacuí/Patos.

Enquanto espécie invasora, o mexilhão representa uma ameaça à fauna e à flora aquáticas. Onde se dissemina, o molusco passa a ocupar o lugar de espécies nativas. Todo o ecossistema começa a ser alterado com a presença do invasor.

Esse animal também pode causar grandes prejuízos econômicos as hidrelétricas devido a capacidade de se instalar em variados tipos de substratos.

Para o monitoramento da ocorrência, desse bivalve foram colocados tijolos amarrados em cabos de aço em pontos estratégicos na área de influência da PCH, esses são vistoriados com frequência.

 Nas imagens a seguir, pode-se observar a ações de monitoramento quanto a ocorrência de mexilhão-dourado na PCH Rondinha.


Profissionais realizando vistoria dos equipamentos de monitoramento do L. fortunei instalados na área de influência da PCH Rondinha.